A formação médica vai além da sala de aula. Em Jaboatão dos Guararapes, estudantes da Afya participam de atividades na rede pública de saúde, atendem pacientes, desenvolvem projetos de extensão e pesquisa e participam de ações voltadas à comunidade.
Esse trabalho foi apresentado na quinta edição do Afya & Sociedade, realizada na terça-feira (6/10). A iniciativa reúne resultados das ações desenvolvidas pela Afya Faculdade de Ciências Médicas de Jaboatão dos Guararapes e mostra como ensino, assistência e responsabilidade social se conectam no território.
Números em destaque
- Mais de 1.000 estudantes inseridos na Rede de Atenção à Saúde de Jaboatão.
- 5.400 pessoas alcançadas por ações de extensão em 2026.
- 7.500 atendimentos realizados no Ambulatório Especializado Ensino-Serviço entre fevereiro e junho de 2026.
Formação que acontece na prática
O ambulatório é um dos principais espaços dessa integração. Em 2025, foram realizados pouco mais de 20.000 atendimentos em 16 especialidades, com a participação de 657 estudantes e 49 profissionais preceptores. Os pacientes são encaminhados pela Central de Regulação de Serviços de Saúde (CRES/Sesau), seguindo o fluxo da rede pública.
Além do ambulatório, os estudantes participam de atividades em Unidades de Saúde da Família e em equipamentos como SAMU, CEREST, CTA e policlínicas. A instituição também mantém programas de residência médica, que já formaram 62 profissionais desde 2019, enquanto outros 69 estão em formação.
“Esse é um trabalho construído em conjunto, em total sinergia com as necessidades do município, para mudar a realidade”, destaca Vanessa Piasson, diretora-geral da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Jaboatão dos Guararapes.
Extensão e pesquisa conectadas ao território
Em 2026, os projetos de extensão alcançaram 5.400 pessoas e abordaram temas como saúde neurocognitiva, sífilis, ressuscitação cardiopulmonar, saúde da pessoa idosa, neurodiversidade e educação em saúde.
A pesquisa também parte de questões presentes na realidade local, com projetos sobre temas como hipertensão, AVC, climatério, acessibilidade comunicacional, alimentos ultraprocessados e leptospirose.
Ações que chegam à comunidade
As ações comunitárias completam esse trabalho. Entre as iniciativas apresentadas estão atividades no Mercado da Mangueira, que registrou 250 atendimentos; campanha de doação de sangue em parceria com o Hemope, com 180 atendimentos; e ações no Colégio do Curado, na OAB e no Shopping Guararapes.
Para Vanessa Piasson, os resultados refletem a relação construída pela instituição com o município ao longo dos últimos anos.
“Temos certeza de que nossa instituição, ao longo dos seus quase nove anos de existência, já transformou e mudou a vida de muita gente.”




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