A acadêmica Maiara Cristina De Cesaro, do 7º período de Medicina da Afya Centro Universitário de Pato Branco, participou, no último sábado (10/10), da expedição Pontes para o Cuidado, realizada na Ilha das Canárias, em Araioses, no Maranhão. Selecionada para uma das quatro vagas disponibilizadas entre todas as unidades Afya do país, a estudante vivenciou uma realidade de assistência à saúde diferente daquela encontrada durante sua formação em Pato Branco.
A expedição reuniu professores, médicos egressos, profissionais da Afya Faculdade de Parnaíba e estudantes de Medicina, Enfermagem, Psicologia, Direito, Farmácia, Nutrição e Educação Física, em uma atuação multiprofissional junto à comunidade ribeirinha.
Maiara participou diretamente dos atendimentos clínicos. Após a triagem, os pacientes eram encaminhados para consulta médica, com avaliação de diferentes condições de saúde, acompanhamento de doenças crônicas, solicitação criteriosa de exames e, quando necessário, encaminhamento para outros profissionais e especialidades.
“A experiência me sensibilizou sobre os desafios enfrentados pelas populações ribeirinhas no acesso à saúde. As condições geográficas, a disponibilidade limitada dos serviços e as dificuldades de deslocamento influenciam diretamente no cuidado e no prognóstico dos pacientes”, relata.
Segundo a acadêmica, a realidade encontrada também exigiu decisões baseadas não apenas no quadro clínico, mas nos recursos efetivamente disponíveis para cada paciente. “Foi preciso pensar quais exames realmente mudariam uma conduta e compreender as possibilidades existentes naquele contexto. Isso reforçou para mim que exercer a Medicina exige muito mais do que conhecimento técnico: é necessário compreender a realidade vivida e oferecer o melhor cuidado possível dentro dela”, destaca.
Informação também é cuidado
Além das consultas, a expedição promoveu ações de educação em saúde, especialmente relacionadas à prevenção e ao controle de doenças crônicas não transmissíveis. Foram trabalhadas orientações sobre alimentação, atividade física, sono, adesão aos tratamentos e atualização da carteira de vacinação.
Maiara destaca que compreender a própria condição de saúde também interfere diretamente na continuidade do tratamento. “A adesão aos tratamentos farmacológicos e não farmacológicos depende muito do quanto o paciente conhece sua doença e sua condição atual de saúde. Por isso, levar informação também foi uma parte importante do cuidado desenvolvido durante a expedição”, disse.
Uma nova percepção sobre o acesso à saúde
Para Maiara, estar em uma comunidade distante dos grandes centros também provocou uma reflexão sobre desigualdades que podem passar despercebidas no cotidiano. “Viver essa experiência me fez valorizar ainda mais o acesso à saúde que a minha realidade proporciona. Situações que parecem simples, como realizar um exame ou conseguir atendimento especializado, podem representar grandes obstáculos para quem vive distante dos centros urbanos”, afirma.
A vivência, segundo ela, reforçou ainda a dimensão social da profissão que escolheu. “Compreendi de forma ainda mais concreta a importância de promover uma assistência equitativa, humana e acessível, independentemente do lugar onde a pessoa vive ou de suas condições financeiras”, cita.
Antes da expedição, Maiara já destacava que desejava compreender como o território, as condições sociais e a cultura interferem no cuidado em saúde. Agora, após a experiência, essa percepção ganhou uma dimensão prática. “Estar em contato direto com essa realidade reforçou que cuidar também significa ouvir, compreender limitações e reconhecer que cada paciente precisa ser atendido considerando o contexto em que vive”, conclui.
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Matéria: Agência Experimental de Comunicação da Afya Pato Branco
Supervisão: Profa. Jozieli Cardenal Suttili / Jornalista MTB 9268 – PR
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