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Pesquisa: 1ª geração formada pelo Programa Mais Médicos

Estudo inédito da Afya com o Instituto REDS ouviu 163 internos de Medicina de quatro instituições, incluindo o UNIDEP, em Pato Branco, para medir o impacto da 1ª geração do Programa Mais Médicos.

Pesquisa: 1ª geração formada pelo Programa Mais Médicos
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August 4, 2023

A Afya, maior hub de educação e soluções digitais médicas do Brasil, realizou, em parceria com o Instituto REDS (Research Designed for Strategy), estudo inédito com o objetivo de medir o impacto dos cursos de medicina do Programa Mais Médicos 1, de 2013 – que começaram a operar a partir do segundo semestre de 2017. O levantamento ouviu 163 alunos, sendo que os primeiros começam a se formar médicos em julho deste ano.

A amostragem utilizada na pesquisa foi de quatro Instituições de Ensino Superior da Afya egressas da 1ª edição do Mais Médicos: o Centro Universitário UNIDEP, em Pato Branco, Paraná; a FITS, faculdade de Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco; a FASA Itabuna e a FIPGuanambi, ambas na Bahia. As quatro IES somadas vão formar entre julho deste ano e o primeiro semestre de 2024 a primeira geração de médicos do Programa Mais Médicos, totalizando 292 alunos.


Entre os principais dados da pesquisa, os alunos do internato destacaram os impactos socioeconômicos positivos nas regiões onde estudam:

  • 80% perceberam a expansão na oferta de ambulatórios nas cidades;
  • 68% veem melhorias na infraestrutura básica da rede de saúde local, como hospitais, postos de saúde, UBS e UPAs;
  • e 56% perceberam maior fluxo de médicos nos postos.


Para além da área da saúde, os alunos também notaram avanços nas regiões:

  • 59% constataram desenvolvimento de comércios e maior fluxo de pessoas;
  • 50% desenvolvimento imobiliário;
  • e para 45%, houve melhora na oferta de educação superior.

A pesquisa apontou ainda que 64% dos estudantes têm intenção em permanecer na região onde fizeram a graduação em Medicina, seja de forma permanente ou temporária. Entre os que têm intenção de ficar, os motivos principais são:

  • 67% pela oportunidade de trabalho;
  • 61% pela proximidade da família;
  • 59% porque a cidade oferece qualidade de vida.

Já entre os que não pretendem se fixar, 53% apontaram que pretendem se especializar e o curso não é disponibilizado na região. Para 41%, ter opções de residência médica ou especialização de seu interesse o fariam ficar na região.

Mais de 2/3 querem atuar na rede pública de saúde

Dos entrevistados, 52% mudaram para a cidade por conta da faculdade, sendo que 21% apenas estudam na cidade, mas moram em outro município próximo; e 26% são naturais do município onde estudam. Além disso, a pesquisa mostrou que 76% dos alunos têm o setor público como grande foco de carreira; 66% pretendem iniciar um trabalho, mesmo que seja concomitante com a realização de uma especialização; e 99% querem fazer especialização após se formarem – as áreas mais procuradas são cirurgia geral, obstetrícia e clínica médica.

“Com essa pesquisa conseguimos trazer um retrato socioeconômico do Programa Mais Médicos e mostrar sua importância como política pública para o Brasil, na medida que o fator determinante é a oferta de cursos nas regiões onde há carência, como cidades de médio porte, afastada dos grandes centros. Constatamos impactos de curto prazo, com avanços nas atividades produtivas da região; de médio prazo, com aumento em marcadores sociais importantes das redes de saúde da região; e de longo prazo, como a fixação de parte dos médicos nas regiões dos cursos. A interiorização dos cursos de medicina é fundamental para levarmos médicos e mais acesso à saúde para aqueles que mais precisam”, afirma Virgilio Gibbon, CEO da Afya.

Metodologia

A pesquisa Afya & Instituto REDS (Research Designed for Strategy) contou com etapas quantitativa e qualitativa. A parte quantitativa foi realizada entre os dias 23 e 30 de junho, com 163 alunos das quatro faculdades por meio de entrevistas online de autopreenchimento e via CATI. A Afya disponibilizou a listagem dos alunos de cada instituição. As entrevistas (links) foram enviadas para o WhatsApp dos alunos e também foram feitos contatos via telefone.

Programa Mais Médicos

O Programa Mais Médicos foi criado em 2012 e já contou com dois editais: um em 2013 e outro em 2018. Como política pública, seu objetivo é criar regras claras para a abertura de cursos de Medicina no país, seguindo três grandes diretrizes:

  • Diminuir a carência de médicos nas regiões prioritárias para o SUS, a fim de reduzir as desigualdades regionais na área da saúde;
  • Fortalecer a prestação de serviços de atenção básica em saúde no país;
  • E ampliar a inserção do médico em formação nas unidades de atendimento do SUS e fortalecer a política de educação permanente com a integração ensino-serviço, por meio da atuação das instituições de educação superior na supervisão acadêmica das atividades desempenhadas pelos médicos.

Entre as diversas exigências que a Instituição de Ensino que aderem ao Programa Mais Médicos deve cumprir, há destaque para:

⮚ Plano de Residência Médica: Abertura de Programas de Residência em Medicina da família e de, no mínimo, dois outros programas das áreas médicas prioritárias;

⮚ Plano de Contrapartida: Deverá conter a previsão de investimento na rede SUS, até o 6º ano de curso, calculada no percentual de 10% do faturamento anual bruto do curso de medicina.

⮚ Plano de Bolsas (compromisso social): As bolsas ofertadas pela IES devem representar o percentual do número de vagas anuais do curso de medicina até o limite de 10% (dez por cento).

Impactos positivos

A série “Medicina para TransFORMAR – uma Medicina, muitas histórias” conta a trajetória de alguns pacientes e alunos, estudantes bolsistas, familiares, professores médicos, participantes do Mais Médicos que acompanharam todo o impacto do programa nos municípios. Veja os relatos completos no link: https://www.youtube.com/playlist?list=PL-dagWeVqGvS_6lI5j0PJwGSTBmkflupP

SOBRE A AFYA

A Afya, maior hub de educação e soluções digitais para médicos no Brasil, é líder no ensino de medicina no Brasil e atualmente possui 3.163 vagas autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC). O grupo conta com 32 Instituições de Ensino Superior, sendo 30 com oferta do curso de medicina, e 15 unidades de pós-graduação e educação continuada na área médica e de saúde, cobrindo todas as regiões do Brasil.

Única empresa que se relaciona com o médico em todas as etapas da carreira, a Afya tem o propósito de transformar a saúde com quem tem a medicina como vocação, sendo pioneira na adoção de práticas digitais voltadas para a aprendizagem contínua e suporte ao exercício da medicina. A empresa inova no mercado a partir de 2020 com a construção de um portfólio robusto e diversificado que facilita o dia a dia da prática clínica com soluções como o Afya Whitebook, Afya iClinic, Afya Papers, entre outras.

Atualmente, um em cada 3 médicos e estudantes de medicina do país utiliza pelo menos uma solução digital da Afya. São quase 300 mil usuários ativos impactando a vida de milhões de brasileiros ao ano por meio de atendimentos com suporte da tecnologia. Se cada um deles atender, em média, 5 pacientes por dia, 20 dias no mês, são 360 milhões de pacientes atendidos.

Há mais de 20 anos formando médicos em cidades de pequeno e médio porte pelo país, o propósito da Afya é transformar a saúde em conjunto com quem tem a medicina como vocação. Em 2022, foram realizados quase meio milhão de atendimentos gratuitos de medicina, saúde e outras áreas do conhecimento às comunidades de entorno dos campi com o apoio de 662 parcerias para cenários de prática (graduação e pós-graduação).

Em julho de 2019, a Afya foi a primeira empresa de educação médica do mundo a abrir capital na Nasdaq. A bolsa americana foi escolhida pelo alinhamento daquele mercado e das outras empresas lá listadas com o trinômio medicina & educação & saúde. Mais informações em www.afya.com.br e ir.afya.com.br.

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